Comi em Mossoró um doce que eu NUNCA tinha ouvido falar. Achei o nome engraçado: “Espécie“. É um doce de gergelim com especiarias muito saboroso!
Dona Osenir, essa criatura simpática da foto, que há anos mantém uma barraca de doces e comidas típicas na festa Junina de Mossoró nos passou a receita, mas como na hora eu não estava com caneta e papel, consegui achar depois no site da Embrapa. Eu ainda não fiz porque não tenho mel de rapadura, mas vou fazer! Quem fizer me conta!
Doce de Gergelim (Espécie)

INGREDIENTES
1 Copo americano de gergelim
1 Copo americano de farinha de mandioca
1 colher de sopa de manteiga
1 colher de sopa de cravo da índia torrado
½ copo americano de castanha de caju assada e sem pele
4 copos americano de mel de rapadura

PREPARO
Colocar o gergelim numa panela e levar ao fogo para torrar. Quando estiver estalando, retirar do fogo e continuar mexendo até esfriar um pouco. Medir o cravo e a castanha e misturar tudo. Passar no moinho (ou liquidificador) e colocar numa panela. Juntar o mel e a manteiga.
Levar ao fogo, mexendo sempre. Retirar do fogo quando começar a aparecer o fundo da panela. Colocar em recipiente de boca larga com tampa.
IMPORTANTE: O gergelim pode ser moído ou liquidificado. Para não “embolar”, deve-se colocar no liquidificador, uma porção de gergelim e igual quantidade de farinha de mandioca, pois a farinha “enxuga” o gergelim.
Esse doce foi uma surpresa p/ mim. Mais um dos segredos que o Nordeste revela durante suas festas Juninas. Eu estive em Mossoró à convite da Consul e outras duas blogueiras estiveram visitando outras grandes festas juninas a Tatu e a Cíntia. Se você também guarda um segredo Junino, revele-o no site da Consul e participe dessa ação tão bacana! 
Tatiana Romano

Written by Tatiana Romano

Criadora do Panelaterapia. Reside em Sorocaba, deixou a profissão de Psicóloga e Professora para se dedicar à sua paixão pelas panelas e ao blog Panelaterapia que mantém desde 2009. Hoje se dedica a cozinhar, fotografar, escrever e brigar com a balança.

17 Comments

    • O doce de espécie(gergilim) é origem portuguesa seu charito. E chamado de espécie porque leva várias especiarias como, pimenta do reino, cravo da índia e castanha de caju.

  1. Moro em Mossoró e Esse doce é maravilhoso! e tem mesmo gosto de saudade… dos meus avós… da minha tia… do meu pai q já não stão mais aqui. Aprendí a fazer com minha mãe!

  2. Acabei de fazer o doce agora. Sempre tive muita vontade de encontrar essa receita. Meu sogro, que era de origem paraibana, foi quem primeiro me falou sobre ele. E hoje resolvi fazê-lo para a comemoração dos oitenta anos da minha sogra. É incrível, minha casa está cheirando a saudade …

  3. Acabei de fazer o doce agora. Sempre tive muita vontade de encontrar essa receita. Meu sogro, que era de origem paraibana, foi quem primeiro me falou sobre ele. E hoje resolvi fazê-lo para a comemoração dos oitenta anos da minha sogra. É incrível, minha casa está cheirando a saudade …

  4. Muito interessante. Nunca ouvi falar.
    Isso mostra como a culinária do nosso país é rica. Temos muito a explorar.
    Melado de cana eu acho fácil. Vou ver se faço e aviso a você.
    Beijão

  5. Olá Tatiana!
    Que prazer conhecer esse seu espaço, ou melhor, essa sua cozinha. Como nas casas de interior, essa blog carrega dentro de si todo o aconchego das calorosas recepções familiares em volta da mesa do mais gostoso ambiente da casa. Que gostoso conhecer um pouquinho de alguém que se revela na medida certa… adorei seu perfil!
    Foi uma feliz coincidência passar hoje por aqui. Voltarei mais vezes, com certeza!
    Parabéns pelo blog!!!
    Beijokas e inté mais ver.

  6. Tati, no Maranhão há um doce de espécie, feito com coco, completamente diferente desse, inclusive já publiquei.
    Gosto muito de conhecer sempre mais da nossa diversidade culinária.
    Bjs.

  7. Pra mim também é bem novidade esse doce. Parece delicioso.
    Vizinha, vou matar a saudade de CG. Tô embarcando pra lá amanhã.
    =)
    Beijos

  8. Se tem farinha de mandioca, é bom! Sou vidrada hehe. Minha sobremesa preferida na infância era: gema de ovo com melado e muita farinha de mandioca. Hã? hehe
    Muito legal sua visita lá pelo Nordeste!

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